Quarta-feira, Novembro 12, 2008

IPOD e MP3 podem fazer mal ao coração, é isso mesmo!

 Reprodução
RISCO
Os imãs dos fones de ouvido podem alterar os sinais que os marcapassos e desfibriladores enviam ao coração
Ouvir música no iPod ou em outros tocadores de MP3 é uma das melhores invenções tecnológicas dos últimos tempos. Quase ninguém resiste a esses aparelhinhos. Mas os médicos, para não perder a tradição de estraga-prazeres, acabam de fazer um alerta: esse hábito pode ser perigoso no caso de pessoas que usam marcapasso ou desfibriladores implantados no peito.

Imãs presentes nos fones de ouvido podem prejudicar o funcionamento de dispositivos cardíacos, segundo um estudo apresentado durante a reunião da American Heart Association, um dos mais importantes congressos de cardiologia que está sendo realizado em New Orleans, na Louisiana, nos Estados Unidos.

O marcapasso emite impulsos elétricos para acelerar ou reduzir o ritmo dos batimentos cardíacos. Quando exposto aos ímãs dos fones de ouvido, porém, o marcapasso pode enviar sinais que fazem o coração bater rápido demais ou muito devagar, mesmo quando isso não é necessário.

"No caso de pessoas que usam desfibriladores implantáveis, os riscos podem ser ainda mais sérios", disse o autor do estudo, William H. Maisel, do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston. "O imã pode desativar o desfibrilador temporariamente".
No estudo, 60 voluntários colocaram os fones de ouvido diretamente sobre o peito. Interferências eletromagnéticas foram observadas em 14 deles (23%).


 Se você usa desses dispositivos cardíacos
- não coloque os fones de ouvido no bolso da camisa
- não jogue os fones sobre os ombros
- não deixe que uma pessoa deite no seu colo se ela estiver usando esses aparelhos de áudio
 
 
Os marcapassos funcionam com baterias que precisam ser trocadas, em média, a cada cinco anos. Para trocar a pilha, os médicos precisam submeter o paciente a uma nova cirurgia. No futuro, porém, é possível que os marcapassos possam ser alimentados por uma fonte alternativa de energia: o próprio coração.
Pesquisadores da Southampton University, do Reino Unido, apresentaram no congresso de New Orleans um microgerador que é alimentado pelos batimentos cardíacos. Num experimento preliminar, o aparelho foi capaz de produzir 17% da eletricidade necessária para fazer funcionar um marcapasso artificial.
Se a próxima geração de marcapassos incorporar essa tecnologia é possível que as baterias se tornem mais duráveis. Com isso, a quantidade de cirurgias para troca de pilhas poderá ser reduzida. Vai demorar alguns anos até que essa pesquisa dê origem a um produto. Mas não deixa de ser uma boa notícia.

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